Quando a dor aparece, a reação natural é poupar o corpo e evitar esforço. Na maioria das doenças reumáticas, porém, esse raciocínio não se aplica. O movimento, feito da forma certa, é um dos pilares do tratamento.
Fibromialgia
Na fibromialgia, a dor é difusa e pode tornar difíceis até tarefas simples. Mesmo assim, a atividade física regular é considerada uma das bases do tratamento. Exercícios aeróbicos, fortalecimento muscular e alongamento ajudam a regular a forma como o sistema nervoso processa a dor. Começar devagar e aumentar aos poucos é o caminho.
Artrose
Na artrose, há desgaste da cartilagem das articulações. Dois cuidados fazem grande diferença: manter o peso adequado, que reduz a carga sobre joelhos e quadris, e fortalecer a musculatura ao redor das articulações. Músculos fortes protegem a articulação, aliviam a dor e podem adiar a necessidade de cirurgia.
Doenças autoimunes
Na espondiloartrite axial, por exemplo, é comum o paciente acordar travado e se sentir bem melhor depois de se exercitar. Musculação, natação e bicicleta são ótimas opções. Artrite reumatoide, lúpus e esclerose sistêmica também se beneficiam da atividade física regular, aliada a uma alimentação equilibrada.
E nas crises?
Em períodos de inflamação intensa, pode ser preciso reduzir o ritmo por um tempo e retomar com a ajuda da fisioterapia. Essa pausa é temporária: o objetivo é voltar à rotina de exercícios assim que possível.
Dicas para começar
- Converse com o reumatologista sobre quais atividades são mais indicadas para o seu caso;
- Prefira começar com acompanhamento de um educador físico ou fisioterapeuta;
- Escolha algo de que você goste. Constância vale mais que intensidade.
Tem dúvidas sobre os seus sintomas? Agende uma avaliação com a Dra. Larissa Galvão.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure um reumatologista para uma avaliação individual.
Fonte de referência: Portal da Reumatologia. Foto: Dane Wetton / Unsplash.
