Outubro é o mês de conscientização sobre a artrite reumatoide, e o dia 12 é dedicado a ela. A data existe para lembrar que essa doença autoimune é mais comum do que muita gente imagina: no Brasil, ela atinge cerca de dois milhões de pessoas, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.
O que acontece na artrite reumatoide
Na artrite reumatoide, o sistema imunológico passa a atacar a membrana que reveste as articulações. O resultado é inflamação persistente, que se manifesta como dor, inchaço e rigidez, principalmente nas mãos, nos punhos e nos pés. Sem controle, essa inflamação desgasta cartilagens e ossos e pode levar a deformidades e perda de movimento.
A doença não fica restrita às juntas. Em alguns casos, ela também compromete pulmões, coração e vasos sanguíneos, o que reforça a importância do acompanhamento contínuo.
Quem é mais afetado
As mulheres são as mais atingidas, cerca de duas vezes mais que os homens, com maior frequência entre os 30 e os 55 anos. Mas a artrite reumatoide pode surgir em qualquer idade. Existe inclusive uma forma infantil, a artrite idiopática juvenil, que começa antes dos 16 anos.
Sinais que merecem uma avaliação
- Dor e inchaço em várias articulações, muitas vezes dos dois lados do corpo;
- Rigidez ao acordar que demora a passar;
- Cansaço sem explicação e sensação de mal-estar.
Tratar cedo protege as articulações
A artrite reumatoide não tem cura, mas tem controle. Quanto mais cedo o tratamento começa, maior a chance de frear a inflamação antes que ela cause danos permanentes. O tratamento costuma combinar medicamentos que modulam o sistema imunológico com fisioterapia, terapia ocupacional, atividade física regular e alimentação equilibrada.
A adesão ao tratamento e as consultas periódicas com o reumatologista são o que permite ajustar as doses, prevenir complicações e manter a rotina com qualidade de vida.
Tem dúvidas sobre os seus sintomas? Agende uma avaliação com a Dra. Larissa Galvão.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure um reumatologista para uma avaliação individual.
Fonte de referência: Sociedade Brasileira de Reumatologia. Foto: Sasun Bughdaryan / Unsplash.
